Sustentabilidade

Copa do Mundo feminina no Brasil: R$ 8,8 bi em movimento econômico

ResumoA Copa do Mundo feminina de futebol de 2027, sediada no Brasil, deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia nacional. O montante, calculado em estudo encomendado pela CBF, inclui gastos de turistas, investimentos em infraestrutura e geração de empregos temporários, com impacto direto em diversos setores produtivos.

A Copa do Mundo feminina de futebol, que será sediada no Brasil em 2027, deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia, de acordo com estudo encomendado pela CBF. O valor considera gastos de turistas, investimentos em infraestrutura e geração de empregos temporários, com impacto dir

Dirce Yamaguchi
Dirce Yamaguchi Repórter de Solo e Regeneração · 15 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Copa do Mundo feminina no Brasil: R$ 8,8 bi em movimento econômico

Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões

A Copa do Mundo feminina de futebol, que acontecerá no Brasil em 2027, deve gerar R$ 8,8 bilhões em movimentação econômica, segundo estudo encomendado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e realizado pela consultoria EY. O valor considera gastos de turistas nacionais e internacionais, investimentos em infraestrutura esportiva e urbana, além da geração de empregos diretos e indiretos. O número representa um marco para o país, que sediará o torneio pela primeira vez na história da modalidade feminina.

A CBF projeta que o evento atraia cerca de 600 mil turistas estrangeiros e mais de 1,5 milhão de visitantes domésticos, com permanência média de 10 dias. O estudo estima que cada turista estrangeiro gaste, em média, R$ 5.500 durante a estadia, enquanto o turista nacional deve desembolsar R$ 2.200. O impacto total no PIB do setor de serviços deve ser de R$ 3,2 bilhões, com destaque para hotelaria, alimentação e transporte.

Impactos no turismo e na hotelaria

O setor hoteleiro é um dos mais beneficiados. A expectativa é de que a taxa de ocupação nos hotéis das 10 cidades-sede ultrapasse 90% durante o período dos jogos. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Recife devem concentrar a maior demanda. O estudo aponta que a receita adicional para o setor hoteleiro pode chegar a R$ 1,5 bilhão, considerando diárias e serviços extras.

Além disso, o turismo de lazer e negócios associado ao evento deve movimentar R$ 1,8 bilhão em restaurantes, bares e serviços de transporte. A estimativa é de que sejam gerados 120 mil empregos temporários, entre diretos e indiretos, nos setores de hospitalidade, segurança e logística.

Investimentos em infraestrutura e estádios

O governo federal e os governos estaduais devem investir cerca de R$ 2,5 bilhões em obras de infraestrutura, incluindo reformas de estádios, ampliação de aeroportos e melhorias no transporte público. Desse total, R$ 1,2 bilhão será destinado à modernização de arenas esportivas, como o Maracanã e o Mineirão. O restante será aplicado em mobilidade urbana e segurança.

O estudo da CBF indica que os investimentos em estádios devem gerar 15 mil empregos na construção civil, com pico de contratações em 2026. As obras seguem cronograma alinhado à Federação Internacional de Futebol (FIFA), que exige padrões mínimos de capacidade e conforto.

Geração de empregos e renda

A movimentação econômica total de R$ 8,8 bilhões deve gerar 180 mil postos de trabalho diretos e indiretos, segundo a CBF. Desses, 50 mil são empregos formais temporários na construção civil, 60 mil no setor de serviços e 70 mil em atividades indiretas, como fornecimento de materiais e logística.

A renda adicional gerada pelo evento deve somar R$ 2,1 bilhões em salários e benefícios, com impacto positivo principalmente nas classes C e D. O estudo projeta que 40% dos empregos sejam ocupados por mulheres, refletindo o perfil do torneio.

Comparação com outros eventos esportivos

A Copa do Mundo feminina de 2027 deve ter impacto econômico inferior à Copa masculina de 2014, que movimentou R$ 30 bilhões, mas superior à Copa de 2023 na Austrália e Nova Zelândia, que gerou cerca de R$ 5 bilhões. O valor de R$ 8,8 bilhões coloca o Brasil como segundo maior gerador de receita entre as edições femininas, atrás apenas dos Estados Unidos em 1999.

O estudo da CBF aponta que o retorno sobre investimento (ROI) para o governo brasileiro deve ser de 1,5, ou seja, cada real investido gera R$ 1,50 em atividade econômica. A taxa é considerada positiva para eventos esportivos de grande porte.

Perguntas Frequentes

Quando será a Copa do Mundo feminina no Brasil?

A Copa do Mundo feminina de futebol será realizada no Brasil em 2027, com datas ainda a serem confirmadas pela FIFA. A expectativa é de que o torneio ocorra entre junho e julho.

Quantas cidades-sede serão?

Serão 10 cidades-sede, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza e Manaus.

Qual o valor do ingresso médio?

A CBF ainda não divulgou os preços oficiais, mas estudos indicam que os ingressos devem variar entre R$ 50 e R$ 500, com descontos para estudantes e idosos.

Como o evento impacta o turismo local?

O evento deve atrair 600 mil turistas estrangeiros e 1,5 milhão de visitantes domésticos, com gasto médio de R$ 5.500 por estrangeiro e R$ 2.200 por brasileiro, gerando R$ 3,2 bilhões no setor de serviços.

Quais setores mais se beneficiam?

Os setores de hotelaria, alimentação, transporte e construção civil são os mais beneficiados, com geração de 180 mil empregos temporários e investimentos de R$ 2,5 bilhões em infraestrutura.

Há riscos de superfaturamento?

O estudo da CBF prevê mecanismos de controle, como auditoria independente e transparência nas licitações, para evitar desvios. A experiência da Copa de 2014, que teve atrasos e custos extras, serve de alerta.

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